O cuidado com a Saúde visto como Planejamento Financeiro Pesquisas realizadas nos EUA indicam que quase 50% dos problemas financeiros enfrentados pelas famílias desse país são causados por doenças graves e inesperadas. Esses estudos mostram que esse é o segundo maior fator responsável pela "falência pessoal", um conceito não usado em nosso país, mas que de fato ocorre da mesma forma. O ponto é que, seja lá ou aqui, todos nós devemos mudar a forma como encaramos nossa saúde e o impacto que ela pode ter em nossa construção de um futuro financeiro seguro e de uma velhice tranqüila.
Veremos porque isso é assim.
A maioria de nós usa algum tipo de "produto de assistência médica", os famosos planos de saúde. E a maioria usa aqueles que são oferecidos pelas empresas, assim que ingressamos em sua folha de pagamentos como colaborador efetivamente contratado. Esse é o maior contingente das carteiras das empresas de saúde privada no Brasil. Para a maioria dos brasileiros isso ainda é, infelizmente, uma realidade distante, devendo recorrer ao serviço público (SUS) no caso de necessidade.
O que acontece, e que poucos de nós param para pensar nisso, é que mais cedo ou mais tarde duas coisas acontecerão, sem qualquer sombra de dúvida: A primeira, iremos nos aposentar e, com exceção de pouquíssimos casos, deveremos assumir a responsabilidade (pagar do próprio bolso) pela nossa própria assistência médica; e a segunda, mais cedo ou mais tarde iremos necessitar de cuidados médicos de nível superior caso desejemos ter uma vida com boa qualidade nos anos futuros.
E é nesse ponto que a falta de planejamento começa a "cobrar" a sua conta. Ao tentar ingressar em planos privados com idade avançada, somos pegos de surpresa pelo valor exorbitante que os mesmos cobram dos "velhinhos". Cabe lembrar que é justamente em nossa idade avançada, momento em que sonhamos poder apenas usufruir dos frutos de tantos anos de trabalho, que nossos ganhos sofrem uma considerável redução, daí a necessidade imperiosa de pensar justamente quando somos jovens em como iremos enfrentar essas invitáveis situações.
Disso devemos tirar nossa primeira lição: A melhor hora para comprar um seguro é quando não precisamos dele!! Lembre sempre disso, pois apesar da cultura brasileira ainda considerar os seguros (de todos os tipos) como algo indesejável e "chato de se pensar", somos TODOS usuários desse tipo de produto e necessitaremos deles mais cedo ou mais tarde. Comprar um seguro adequado no momento em que temos saúde é o mais inteligente, pois em primeiro lugar custará muito menos do que comprar quando nossa exposição ao risco for bem maior e em segundo lugar nos trará a tranqüilidade de contar com serviços médicos de qualidade em eventuais necessidades.
Ainda cabe uma observação: O tempo médio de um empregado nas empresas brasileiras é de aproximadamente 3 anos, ou seja, a cada três anos você irá mudar de emprego em sua vida e em alguns momentos ficará sem qualquer cobertura de saúde. Se, e nem gostamos de pensar nisso, justamente nesse momento sem cobertura algo acontecer, o resultado será uma das três: - Uma grande dívida financeira; - Uma substancial dilapidação patrimonial; - Ter que usar o serviço de saúde pública. Pense sempre nisso: Assumir controle efetivo da sua vida implica em ter nas próprias mãos as ferramentas de suporte à execução do seu sonho! Não podemos terceirizar eternamente a responsabilidade de nossa segurança às empresas que nos contratam, seja em saúde, em vida (seguro de vida) ou em previdência. Devemos ter, além daquelas oferecidas pelas empresas, nossos próprios recursos e meios para atingir as metas que nos colocamos. Para encerrar uma breve noção de grande risco e pequeno risco. Quando falo que podemos "quebrar" por falta de planejamento e proteção adequada, me refiro obviamente ao grande risco, ou seja, a um problema de saúde sério, que exija um tratamento
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